BOLINHAS
DE ALGODÃO
(excerto)
Quando a Frô era mocinha e tomava corpo de mulher, era um
tal de marmanjo aparecer no portão do meu sogro com umas
conversas mole de Eufrozina pra cá, Eufrozina pra lá,
que se não tomo tento e peço logo a mão da
moça em casamento perigava eu perder tanto as mãos
quanto o resto dela pra algum abestalhado de bico doce. Teve amor
envolvido na aceitação de noivado, mas teve sorte
de minha parte também. Aqueles gaviões todos estavam
só tramando passar a lábia na Frô e compromisso
mesmo só eu ofereci. Era isso, ou ficar esperando ser dispensado
assim que outro propusesse casamento.
(texto
publicado em 24 de janeiro de 2003 para o tema CIÚME)