UM CERTO HOMEM DE BEM - JOSÉ
Virgínia Pinto
 
São Paulo, 25 de janeiro de 2006
 

No dia três de janeiro deste ano, meu pai, José Francisco, partiu para sua última viagem.

As palavras me faltam.

Por mais que estejamos preparados, nos tornamos criança no pranto, seguido de silêncio e pedimos: Senhor, tende piedade de nós!

Recebi uma crônica dedicada à ele e deixo através dela, a homenagem de todos, ao José de todos nos.

Com carinho,
Virginia

 
 

UM CERTO HOMEM DE BEM – JOSÉ
Por Jane Zoppa

Tinha fé, amor, caridade, bondade, sabedoria... Com ele, éramos felizes! Dividia e contagiava sua alegria com todos, tinha prazer em nos agradar.

Bom marido, pai abnegado, amigo atencioso, carinhoso, maravilhoso... era capaz de tudo para ver sua família e todos que o cercavam, felizes.

Participamos de tantos momentos em sua carreira profissional, a cada promoção uma festa e aplaudíamos seu sucesso!

Sua casa, casa de praia, seu sitio, eram sempre o ponto de encontro de todos. Quantos Carnavais? Muitos feriados... Quantos Natais?

Esposa, filhos, irmãos, cunhados, cunhadas, sobrinhos, afilhados, agregados, amigos, comadres, compadres, empregados... para ele não importava se eram ricos, pobres, pois o importante era proporcionar a todos uma noite feliz.

Toda vez que a vida lhe trazia um sofrimento (e foram tantos), aceitava sorrindo: "Se a vida lhe der um limão, faça dele uma limonada..." dizia sorrindo, fazendo piada da própria desgraça...

Trabalhou, batalhou, lutou bravamente até o fim, buscando vencer com um único objetivo: educar seus filhos da melhor maneira possível, dar a eles tudo que estivesse ao seu alcance e também o que não estivesse, "deixá-los bem" como ele mesmo dizia.

Mas, o que talvez ele não soubesse, é que a maior riqueza de todas, ele já tinha conseguido deixar durante toda a sua vida. Seu exemplo de pai amoroso, lutador, corajoso, companheiro...

Então, José partiu... Todos choraram, silenciosamente, sua partida. Familiares, enteados, amigos... A sensação era de que naquele dia, todos estavam perdendo um pai e não apenas seus filhos.

José, ficaram seus exemplos e a saudade, saudade essa que jamais sairá de nossos corações, pois não há como esquecer aquele que fez a diferença em nossas vidas!

Uma página virada num livro que se fecha.

E agora José?

Só lembranças... e o desejo de que Jesus o receba e abençoe para sempre!

Fostes um homem de bem...

Saudades de sua cunhada que sempre o respeitou e amou.

 
 
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