DEMENTE
Vera Vilela
Prostro-me frente a ele
Me vejo em seus olhos
Me sinto segura
Menina pura
Volto para a vida
Cheia de esperança
Feito uma criança
Acho que tudo posso
Tudo sei e quero
Abuso do livre
Esqueço o reflexo
Perco o meu nexo
Dou de cara
Escorrego no escuro
Mãos no muro
Cara na grade
Fim da aventura
É só amargura
Volto sofrida
Com a vida, sentida
Incontida
De cabeça baixa
Olhos temerosos
Não mais o fitam
Sua mão se estica
Sae do espelho
Segura-me a face
A olhar, me obriga
E vejo no espelho
A verdade da vida
Mais uma ferida
Sofrida
Esqueço o que vejo
E com um pano surrado
Escondo o aço
Satisfaço o desejo
Da mente doente
De alguém que sente
E pra si mente
DEMENTE!
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